os ombros frios, esquecidos.
segunda-feira, outubro 14, 2002
terça-feira, outubro 08, 2002
Entras. Outra vez só, num som da rua.
Vês sombras azuis.
Palavras penduradas em que o cinzento predomina.
A gasolina pintada a cor-de-rosa em redor de uma casa.
O jardim arde.
Uma pedra cai. E tu não és mais pesado.
Sorris. Apreendes uma separação.
Porque este não é o mundo que entra pelos teus olhos. É o fim do dia. É o fim das legendas.
O fumo ondula semelhante a uma pulsação.
A escuridão não tem pó.
segunda-feira, outubro 07, 2002
Vou embora. Vou deixar-me aqui perdida no espaço. O espaço onde nunca ninguém como eu alguma vez mais estará sentado. Até ao amanhecer. Até à próxima primavera-iniciodeoutono que vier, dançante, periclitante, roleta-russa dos corpos intocados.
Leva-me mas não me obrigues a ir. Leva-me só.
É só um transporte, vais ver.
É só um trespassar da janela sem vidro no quarto do tecto mundo.
Nós. Nós perdidos. Só nós.
