terça-feira, julho 30, 2002

lembro-me daquele bocado de dia. lembro-me que passei o bocado anterior desse dia a desejar esse momento. lembro-me do suspiro que me atravessou o corpo quando me tocaste, levemente, numa onda do meu cabelo. lembro-me do imenso carinho com que me olhaste nesse bocado de tempo. lembro-me de não ter dúvidas. lembro-me de pensar que aquele era o sitio mais cinzento, mais frio, mas o mais perfeito do mundo. e o quão belo estavas. ali. só para mim.

...Repleta de ti e da tua luz.

Fechei-me no quarto de céu estrelado.

segunda-feira, julho 29, 2002

"Je ne t'aime plus mon amour... Je ne t'aime plus tous les jours..."

domingo, julho 28, 2002

Os moinhos de vento comeram todas as túlipas.

Martini.

Muito calor.

Muito frio.

Luzes azuis.

Luzes roxas.

Sorrisos.

Lágrimas.

Silêncio.

Folhas secas.

Olhares perdidos.

Letras.

Palavras a azul.

Suspiros.

Toques com sabor a gelado de noz. O meu preferido.

quarta-feira, julho 24, 2002

Desculpas de algodão.

sábado, julho 20, 2002

1 - Talvez seja da lua cheia, sabes?
2 - O quê?
1 - O estar a escrever diálogos idiotas e a chamar-te «dois».
2 - E que nome te deste?
1 - Um
2 - Este que está a falar agora quem é?
1 - És tu, és tu a falar pela minha boca, tu a dizeres o que eu quero ouvir.
2 - Que queres que diga afinal?
1 - «Tenho saudades tuas».
2 - Tenho saudades tuas.
1 - Eu também.

sexta-feira, julho 12, 2002

E apertando nas mãos lírios vermelhos, ensaiei risos fúteis e cantei...

terça-feira, julho 09, 2002

Deixaste no meu corpo bocados de poemas.

segunda-feira, julho 08, 2002

SU... BLI... ME

Vejo sempre a mesma esquina, com os mesmos semáforos e à frente os mesmos táxis a passar. E penso sempre o mesmo, se será preciso tanto movimento.

Continuo a pensar em ti, Guilherme. Vai ser assim a vida inteira.
Estou sempre a imaginar vidas sem ti, mas nunca consigo acreditar em nenhuma…

…Saudades…Mas não me custa sofrê-las, comparado com o que eu sofria quando estavas aqui comigo, deitado no meu ombro, a sonhar os teus sonhos, agarrado a mim, o meu amor a arder-me no coração, deitando fogo ao meu sossego, tanto era o amor que te tinha, e o terror e a certeza de perder-te.

domingo, julho 07, 2002

Se de dentro do quadro, essa nuvem saltasse para o meio da sala...

quarta-feira, julho 03, 2002

Presa numa teia de veludo?

segunda-feira, julho 01, 2002

Sobre uma estrela caída no chão, uma estrela que nunca se viu, deitei o meu coração doente e por causa de ti não ardeu.

Às vezes gritava «basta!» debaixo da língua.